Uma das bandas percursoras do shock rock de Alice Cooper mas musicalmente pertencentes à cena Glam Rock de Los Angeles dos anos 80. A diferença destes para todos os restante, era mesmo a teatralidade extrema. No início dos anos 90, com o lançamento do álbum The Crimson Idol, a toada mais séria na banda mantem-se, depois de Headless Children em 89 - não esquecer que o significado de W.A.S.P. não é White Anglo-Saxon Protestants e sim We Are Sexual Perverts. Desta feita temos um álbum conceptual na mesma onda de The Wall, com as devidas distâncias entre as duas obras, claro. Ambas exploram e exorcizam os fantasmas dos seus criadores. Uma ópera rock sobre um rapaz traumatizado pela sua infância difícil e pela morte do seu irmão. Foge de casa e tenta a sua sorte na grande cidade onde consegue triunfar como rockstar, mas quanto mais sobe, quanto mais sucesso tem, mais só se sente. Esta música é o culminar dessa solidão, onde Jonathan grita por amor, o amor que tanta vez lhe foi negado por todos, enquanto se afoga na droga e no álcool. É uma música belíssima em que a emotividade da voz de Blackie Lawless e os fantásticos solos de Bob Kullick - arrepiantes mesmo - fazem com que seja impossível ficar indiferente a ela. O refrão é viciante e cada vez que ouço e canto, não consigo deixar de me emocionar, sendo fácil de me identificar com ela. Vou por aqui o clip oficial com a música editada - onde temos solos mutilados como não podia deixar de ser - e a música (quase) completa, apenas sem uns diálogos no início.
Will I be alone this morning Will I need my friends Something just to ease away the pain And now I never see the loneliness Behind my face I am just a prisoner to my faith
If I could only stand and stare in the mirror could I see One fallen hero with a face like me And if I scream, could anybody hear me If I smash the silence, you'll see what fame has done to me
Kiss away the pain and leave me lonely I'll never know if love's a lie Ooh - being crazy in paradise is easy Can you see the prisoners in my eyes
Where is the love to shelter me Give me love, come set me free Where is the love, to shelter me Only love, love set me free Set me free
Kiss away the pain and leave me lonely I'll never know if love's a lie Ooh - being crazy in paradise is easy Do you see the prisoners in my eyes
Where is the love to shelter me Give me love, come set me free Where is the love, to shelter me Only love, love set me free Set me free
E agora para algo completamente diferente. Sei que para a maioria das pessoas que não lê este blog e até para a miha parceira de blog, esta escolha irá dar-lhe a volta ao estômago. Fazendo algo que não gosto, que é repetir-me, terei que escolher esta música devido à crítica ao álbum de onde ela é retirada que recentemente fiz e terei de evocar as mesmas razões que evoquei antes. Para mim esta música representa a visão que eu tenho do Black Metal. Forte na evocação de imagens e ambientes, majestosa, agressiva, melódica - quer queiram quer não, aquele refrão e pré-refrão é catchy como tudo e os riffs finais não saiem da cabeça depois de entrarem. E depois a voz a gritar e a urrar. Eu sei, eu sei, não se percebe um boi do que ele diz... mas dá uma pica do caraças gritar junto. É libertador! Bem, mas voltando atrás, o que me fascina nesta música é mesmo o ambiente cinematográfico, talvez pela grandiosa produção, ou talvez por tudo aquilo que disse atrás. De qualquer maneira é uma daquelas músicas que é sempre efectiva em mim seja por todos os motivos enunciados ou até por me estimular a imaginação, como um bom livro deve fazer.
Even a man who is pure in the heart And speaks in prayer by night May become a wolf when the wolf's bane bloom And the winter moon is bright
Listen to them The children of the night What sweet music they make
Iniquitous I share Carmilla's mask A gaunt mephitic voyeur On the black side of the glass Peering through the mirror Deep dark and ominous Consorting themes, demons I weave Subservience from thee to lost
I am Corinthian light A snake in flowers by night The last temptation of christ Evil in mortal...
Disguise the guilt Sharp-eyed, impassive whore Burn the asafœtida and rank petriachor Lure me panthered Faustia With cunt and veiled womb To prowl thy inner sanctum walls In Tirgoviste to resume Control
Seduction, my obsessive art A pantheon of tragedies inscribed upon the stars Like thistled ruin, garbed around thy heart Bacchanal Cinderella, desirious midnight passed Leaving thee as sacrifice asleep within my arms 'Midst dreams od robed redemption versed in sexual aftermath When we ebb as tides together, carnal souls entwined And orgasms expire, come puppet wires and the blind (Purge) Fires work in me A lithe supremacy I tear asunder heaven as I would all enemies Impaler Lord Flesh upon the sword My lower lusts are sated, the greater herald war
I am thirst, spearheaded hunger Sacrament and pain Nails raked in savagery When the cruel Countessa came
Exalt! The Queen of death-white winter enthroned Evil resplendent, in dusk red seething skies Foam-flecked nightmares drag a moon Of Draconian design
A love that never dies Nefarious as her winds Stirring silhouettes to rise
When stars fall pale And to drown back in Her eyes Is to madden ghosts within To unhinge a thousand sins From Death's dark vale
"Blessed be these spells of winter Unto us that wait with patience in This secret garden To storm our way into another As yes undone"
(Surge)
Desert claims Eden And Hyperborean Visions of Utopia are driven from the sun Iconoclast Before thee angels clasped In nakedness their ochre flesh Shall yield to thy advance
She is all to me Mysterious, alive The howling in the deep woods When cold festal stars aligned
Exalt! The Queen of death-white winter enthroned Evil resplendent, in dusk red seething skies Foam-flecked nightmares drag a moon Of Draconian design
A love that never dies Nefarious as her winds Stirring silhouettes to rise
When stars fall pale And to drown back in Her eyes Is to madden ghosts within To unhinge a thousand sins From Death's dark vale
A lurid moon looms; phosphorent, evil Yesod vested in despotic upheaval Silvering wolves that scarlet forest snow Forgotten ones enter as above, so below
The trees groan aghast as ghostly pallored clouds are rent When the drunken earth heaves, sweep aside seas to ascend From Sheol's dank haunted wilderness Thy seal upon Nuit's starry vault to incense the sleepers, dead
Queen of Winter, throned The murderess lurked in vulgar caresses Vestal masturbation (Purity) Overthrown
Darkness In raven feathered dress Sides with Death at chess Their pawns are many and the enemy Powerless When the miscreants fell dead She took to conjuring spells in the cusp of the night And the bestial floor shook with terrible life I rise before thee Queen To feed our lusts on the blood of the weak To rule heaven and worlds crawling beneath Satanic Tyranny
A versão original desta música é da autoria dos Arrows de 1975, a versão de Joan Jett foi aquela que conheci primeiro. Para mim esta música revela o espírito desta autêntica deusa do Rock. Depois de ter saído das Runaways - banda que fundou com Lita Ford - Joan gravou em 1979, com dois membros dos Sex Pistols, Paul Cook e Steve Jones, uma versão da música que passou despercebida. Mais tarde, após ter tentado lançar o álbum homónimo de estreia na carreira a solo e de ter levado tampa em cerca de 23 majors, resolve criar a sua própria editora, sendo a primeira mulher a fazê-lo. Os senhores devem ter-se arrependido, já que após ter relançado o mesmo álbum através de um novo nome (Bad Reputation) em 1981, no final desse mesmo ano sai o álbum intitulado I Love Rock 'N Roll que factura qualquer coisa como 10 milhões de cópias muito graças ao single com o mesmo título. E porquê? Bem, se não for suficiente ouvir a faixa, então terei que dizer que esta é a essência do rock, simples, cheio de energia, suor e uma vontade interminável de gritar o refrão. Para mim, esta mulher é a representação desse espírito, que resiste a tudo, à passagem do tempo, das modas e de versões homicidas por estrelas pop que não sabem cantar.
I saw him dancin' there by the record machine I knew he must 'a been about seventeen The beat was going strong Playin' my favorite song An' I could tell it wouldn't be long Till he was with me, yeah me An' I could tell it wouldn't be long Till he was with me, yeah me singin'
I love rock n' roll So put another dime in the jukebox, baby I love rock n' roll So come an' take your time an' dance with me OW.. He smiled so I got up an' asked for his name That don't matter, he said, 'Cause it's all the same
Said can I take you home where we can be alone
An' next we were movin' on He was with me, yeah me
Next we were movin' on He was with me, yeah me, singin'
I love rock n' roll So put another dime in the jukebox, baby I love rock n' roll So come an' take your time an' dance with me Ow..
Said can I take you home where we can be alone
Next we'll be movin' on He was with me, yeah me An we'll be movin' on An' singin' that same old song Yeah with me, singin'
I love rock n' roll So put another dime in the jukebox, baby I love rock n' roll So come an' take your time an' dance with me
Um monumento do rock pesado viu a luz do dia em 1991. O álbum Ten abalou por completo o panorama rock, juntando-se a Nevermind dos Nirvana (curiosamente Kurt Cobain acusou o grupo de serem uns vendidos, junto com alguma imprensa especializada, e afirmou que Ten não era um verdadeiro álbum alternativo devido aos seus inúmeros leads de guitarra.) A massiva exposição dos singles na rádio fez com que a banda, com o seu primeiro álbum, obtivesse sucesso à escala mundial. Black era uma das escolhas óbvias da editora para single mas a banda recusou em absoluto. Jeff Ament, baixista, disse que preferia que dez anos mais tarde preferia que a banda fosse lembrada pelas suas músicas e não pelos seus vídeos. Nascia aqui a aversão da banda às ferramentas comerciais que fazem parte do negócio da música. Esta música, uma ode ao desgosto amoroso, consegue transmitir emoção de uma forma que poucas conseguem. De uma forma visceral, crua, sincera, apaixonada. Humana. Faz-me sentido por me ter acompanhado em certos momentos da minha vida (não é difícil adivinhar quais) e que ainda me acompanha. Ainda faz sentido e irá fazer sentido sempre porque é muito fácil nos identificarmos com os sentimentos que não conseguimos forjar. Um futuro não vivido que é destroçado por uma separação destroçada e as duas últimas frases têm a força de um murro no estômago, aliada à que Vedder ocasionalmente acrescenta ao vivo: "We belong together... forever...". Pois é... murro no estômago.
Hey...oooh... Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay Were laid spread out before me as her body once did. All five horizons revolved around her soul As the earth to the sun Now the air I tasted and breathed has taken a turn Ooh, and all I taught her was everything Ooh, I know she gave me all that she wore And now my bitter hands chafe beneath the clouds Of what was everything? Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
I take a walk outside I'm surrounded by some kids at play I can feel their laughter, so why do I sear Oh, and twisted thoughts that spin round my head I'm spinning, oh, I'm spinning How quick the sun can, drop away And now my bitter hands cradle broken glass Of what was everything? All the pictures have all been washed in black, tattooed everything... All the love gone bad turned my world to black Tattooed all I see, all that I am, all I'll be...yeah...
Uh huh...uh huh...ooh... I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a sun In somebody else's sky, but why Why, why can't it be, why can't it be mine
Death foi uma das bandas pioneiras do movimento Death Metal e sempre apontada como muitos como a responsável pela própria criação do sub-estilo da música pesada, embora Chuck Schuldiner , o criador da banda, sempre tenha recusado essa distinção para si próprio. alegando que ela pertencia à clássica demo de 1984 dos Possessed intitulada simplesmente de Death Metal. Essa demo também foi a razão da mudança do nome da banda de Mantas para Death nesse mesmo ano. Partindo de um primeiro álbum carregado de ambiente gore - o nome diz tudo, Scream Bloody Gore - depressa Chuck sentiu-se limitado por aquilo que era suposto ter de ser feito por uma banda de Death Metal. Os próximos álbuns são cada vez mais levados ao limite. Ao limite de Chuck em termos de escrita de música e de técnica como guitarrista assim como das suas muitas line-ups, sempre em constantes alterações. E conforme é criada uma aura de tirano mimado insuportável pela má relação que tinha com a imprensa especializada e a problemas com alguns ex-membros, o único interesse que tinha era levar a música cada vez mais longe e demarcar-se totalmente do estilo Death Metal. Sempre que alguém se referia a ele como o Padrinho do Death Metal, a resposta dele invariavelmente seria, " É só Metal, porra!". Grande parte da má relação que obteve com a imprensa foi pela sua honestidade brutal e pela maneira apaixonada que via, sentia e sobretudo sentia a música. Num mundo, como todos os outros, que se baseia muito em compadrios, lamber cús e imagem, Chuck nunca se importou por isso. As suas respostas a rumores que eram lançados eram quase sempre silenciosas, optando por se dedicar à música. Não havia um aspecto visual em Death, além das capas dos álbuns. Ele apenas se interessava pela música. Poucos dias atrás vi uma declaração de Pat O'Brien, ex-guitarrista de Nevermore e actual de Cannibal Corpse, onde ele contou a experiência de ter ido em tour - na altura ainda estava nos Nevermore - com Death e da maneira como ele se concentrava unicamente na música, tendo chegado a tocar de sandálias em concertos. Não é imagem, não é aquilo que as pessoas pensam de ti. É a música. E esta atitude é uma inspiração, não só no campo da música mas no campo da vida. Não esquecer o que é realmente importante para cada um de nós e vivê-lo com paixão. Vivê-lo, verdadeiramente. Poderia usar esta minha escolha simplesmente como homenagem a um grande músico mas acima de tudo a um grande ser humano que ousou viver por aquilo que acreditava e a ser sincero consigo e consequentemente, com todos os outros, num mundo e num meio em que isso é quase tido como ofensa. É algo mais que isso. É a essência dele. É a nossa essência. Minha e daqueles que sei que estão um pouco por todo o lado. E é possível que esta música não toque aos outros como me toca a mim, por ela me ter acompanhado em muitos momentos do meu crescimento como apreciador de música e até pseudo-músico, como ser humano, racional e irracional capaz de sentir. Também não é esse o objectivo da minha escolha. Esta é a música que define o espírito de todos os que vivem pelas suas paixões e que vivem o que são, duas coisas inseparáveis. Ou pelo menos, assim deveria ser. Esta música é instrumental porque a voz da alma não fala por palavras.
Charles "Chuck" Schuldiner 13 de Maio, 1967 - 13 de Dezembro, 2001
Se há musica que eu posso dizer que associo a mim, é esta música. Foi e é o meu lema mais querido, desde a minha infância. Bobby McFerrin é um artista incrível. Um artista vocal, pois muitas das suas musicas não contém instrumentos para além da voz e quando os têm, a voz continua a ser o instrumento principal. Dotado de uma capacidade de fazer sorrir qualquer pessoa quando se ouve Bobby McFerrin, o facto de eu passar a minha infância a cantar “Don’t worry, be happy” marcou-me ao olhos de muita gente como uma pessoa de bons humores, o que eu digo que é totalmente falso. *risos* Resta apenas dizer, sobre mim, que posso não ser de bons humores mas “Here, have my number, when you worry, you call me and I make you happy” é algo que se pode facilmente associar a mim.
A vida pode correr-nos muito mal, mas enquanto soubermos sorrir, pelo menos não pesa tanto.
Sou velha o suficiente para me lembrar desta musica no seu nascimento. “Don’t worry, be happy” atingiu o número 1 nos USA em 1988 e ganhou o prémio de Canção do Ano e as honras de Record of the Year. Simple Pleasures é o nome do álbum, que tanta fama trouxe a este particular artista, brincalhão com a voz, totalmente dotado de uma capacidade incrível de vocalizar em várias escalas o que nós poderíamos pensar impossível.
Nota: Bobby McFerrin é um maestro conceituado para além de vocalista à lá cappela.
Deixo-vos sem mais demoras para que saboreem a alegria da musica tal e qual como eu a conheço. Com sorriso.
Don’t worry, be happy.
Don't Worry, Be Happy From the Movie "Cocktail" Performed by Bobby McFerrin
Here is a little song I wrote You might want to sing it note for note Don't worry be happy In every life we have some trouble When you worry you make it double Don't worry, be happy......
Ain't got no place to lay your head Somebody came and took your bed Don't worry, be happy The land lord say your rent is late He may have to litigate Don't worry, be happy Look at me I am happy Don't worry, be happy Here I give you my phone number When you worry call me I make you happy Don't worry, be happy Ain't got no cash, ain't got no style Ain't got not girl to make you smile But don't worry be happy Cause when you worry Your face will frown And that will bring everybody down So don't worry, be happy (now).....
There is this little song I wrote I hope you learn it note for note Like good little children Don't worry, be happy Listen to what I say In your life expect some trouble But when you worry You make it double Don't worry, be happy...... Don't worry don't do it, be happy Put a smile on your face Don't bring everybody down like this Don't worry, it will soon past Whatever it is Don't worry, be happy
Uma das minhas características mais irritáveis é a de querer guardar para o fim o melhor. Em várias vertentes da minha vida isso levou-me a muitos dissabores. Alguns que me custaram muito a ultrapassar. Felizmente é algo que tento superar conscientemente. Esta posta é o exemplo perfeito disso. Devido ao meu outro blog de críticas, o álbum The Soundtrack From The Film The Song Remains The Same tem andado em alta rotação no meu leitor de cds e nele seria impossível não destacar uma das músicas de sempre: Starway To Heaven. Como grande apreciador de Power-Ballads, nada mais justo por aqui talvez a primeira da história da música pesada. A melancolia patente na música e o crescendo dessa mesma melancolia, acrescentando emotividade e poder à música fazem com que o solo se torne ainda mais inesquecível. Uma das músicas sinónimo de Hard Rock. Pode não se conhecer Led Zeppelin, pode-se nem sequer gostar de rock, mas esta música, aqueles acordes iniciais, de certeza que todos conhecem. E por incrível que pareça, nunca teve um single lançado nos Estados Unidos. A editora, Atlantic Records, pressionou o grupo para lançarem o single, mas o manager do grupo, Peter Grant, recusou-se activamente e forçou a editora a financiar o álbum, vulgarmente conhecido como IV, apesar de não ter qualquer nome. Claro que o álbum vendeu que nem ginjas já que era a única maneira de ter a música, num mercado há muito dominado por singles. Uma decisão para lá de inteligente. Rodeada de mistério, devido principalmente às suas letras e à posterior conotação satânica, talvez ajudada pela paixão e fascínio de Jimmy Page pelo oculto e principalmente por Aleister Crowley - que bem analisado a fundo, tinha tanto de satânico como Fernando Pessoa. O que é certo é que pessoal que não tem mais nada que fazer, resolveu por a andar para trás a música e afirma de que a música está cheia de mensagens satânicas encriptadas. Claro que a banda, já dissolvida após a morte prematura do seu lendário baterista, John Bonham, nega tudo e considera ridícula toda a polémica. Segundo Robert Plant, a letra fala acerca de uma mulher que caminha para o sucesso sem apreciar muito e sem sequer o merecer. É no fundo uma música de redenção e de esperança nessa mesma redenção, que ela é possível para todos. Aliás é assim que Planta a apresenta no álbum ao vivo The Soundtrack From The Film The Song Remains The Same:
"This is a song of hope"
A música foi composta na velha mansão de Page que já pertenceu a Crowley, uma mansão cheia de histórias de fantasmas e de um ambiente propício à inspiração. A introdução surgiu praticamente intacta a Page e Plant começa a criar as melodias vocais. Segundo ele, assim que pegou numa caneta e papel, a caneta praticamente voou sozinha. Page confirma e diz que 90% das letras foram escritas naquele momento, naquele local. De qualquer maneira não se pode negar que tocada de trás para a frente um discurso surge quase claro e acreditando que a banda não o fez propositadamente - como o produtor e engenheiro de som Eddie Kramer referiu, não faz sentido a banda perder a quantidade de tempo necessária para tentar passar uma mensagem específica tocada de frente para trás - é uma coincidência incrível. E não passa disso. De qulaquer maneira a clareza das palavras quando se mete a tocar ao contrário: "Pl-a-a-a-a-a-y backward. Hear words sung." Isto é logo no início, mas a mais badalada e usada pelos fanáticos religiosos é a seguinte passagem
If there's a bustle in your hedgerow Don't be alarmed now It's just a spring clean for the May Queen
Yes there are two paths you can go by but in the long run There's still time to change the road you're on
Que ouvida de trás para a frente ouve-se como
Oh here's to my sweet Satan. The one whose little path would make me sad, whose power is Satan. He will give those with him 666. There was a little toolshed where he made us suffer, sad Satan.
Curiosidades à parte, esta é uma grande música, um hino épico que viria marcar para sempre a face da música pesada.
There's a lady who's sure all that glitters is gold And she's buying a stairway to heaven And when she gets there she knows if the stores are closed With a word she can get what she came for
Woe oh oh oh oh oh And she's buying a stairway to heaven
There's a sign on the wall but she wants to be sure And you know sometimes words have two meanings In a tree by the brook there's a songbird who sings Sometimes all of our thoughts are misgiven
Woe oh oh oh oh oh And she's buying a stairway to heaven
There's a feeling I get when I look to the west And my spirit is crying for leaving In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees And the voices of those who stand looking
Woe oh oh oh oh oh And she's buying a stairway to heaven
And it's whispered that soon, if we all call the tune Then the piper will lead us to reason And a new day will dawn for those who stand long And the forest will echo with laughter
And it makes me wonder
If there's a bustle in your hedgerow Don't be alarmed now It's just a spring clean for the May Queen
Yes there are two paths you can go by but in the long run There's still time to change the road you're on
Your head is humming and it won't go in case you don't know The piper's calling you to join him Dear lady can't you hear the wind blow and did you know Your stairway lies on the whispering wind
And as we wind on down the road Our shadows taller than our soul There walks a lady we all know Who shines white light and wants to show How everything still turns to gold And if you listen very hard The tune will come to you at last When all are one and one is all To be a rock and not to roll Woe oh oh oh oh oh And she's buying a stairway to heaven
There's a lady who's sure all that glitters is gold And she's buying a stairway to heaven And when she gets there she knows if the stores are closed With a word she can get what she came for