Tuesday, September 4, 2012

Mirror Mirror - Blind Guardian

É lendária a admiração que eu tenho por esta música. Toneladas de arranjos, que mesmo após milhares de audições me continuam a surpreender. É certo que se não fossem as experimentações dos Queen com coros (principalmente no A Night At The Opera) não teríamos hoje em dia os Blind Guardian tal como os conhecemos - Hansi Kürsch multiplicado por mil, arrepia). A Nightfall At Middle Earth é o álbum definitivo da sua carreira, um marco do power metal que ainda não foi superado, tarefa essa quase impossível, arriscaria. Um álbum conceptual sobre uma das obras mais complexas de high-fantasy de sempre (e talvez a primeira) poderia supor que traduzindo para música, o sumo musical seria enfadonho. Nada mais errado e esta Mirror Mirror é a faixa do álbum que mais me apaixona. Empolga (aquele refrão, meu Zeus... a perfeição em forma musical), sossega, tudo com muitas imagens a surgirem da Terra Média. Música com imagens, para um livro com imagens. Perfeição.

É claro que para quem não gosta de Tolkien, ou de high-fantasy, para quem quem não gosta de power metal... tudo isto vale tanto como uma saca de cebolas com grelo. No entanto, para aqueles que se recusam a deixar de morrer a sua parte de criança, para aqueles que vibram com os ecos do passado, um passado em que sonhávamos e não eramos recriminados por isso... esta é a vossa música. Apertem os cintos e bem vindos ao outro lado do espelho.


Far, far beyond the island
We dwelt in shades of twilight
Through dread and weary days
Through grief and endless pain

It lies unknown
The land of mine
A hidden gate
To save us from the shadow fall
The lord of water spoke
In the silence
Words of wisdom
I've seen the end of all
Be aware the storm gets closer

Mirror Mirror on the wall
True hope lies beyond the coast
You're a damned kind can't you see
That the winds will change
Mirror Mirror on the wall
True hope lies beyond the coast
You're a damned kind can't you see
That tomorrows bears insanity

Gone's the wisdom
Of a thousand years
A world in fire and chains and fear
Leads me to a place so far
Deep down it lies my secret vision
I better keep it safe

Shall I leave my friends alone
Hidden in my twilight hall
(I) know the world is lost in fire
Sure there is no way to turn it
Back to the old days
Of bliss and cheerful laughter
We're lost in barren lands
Caught in the running flames
Alone
How shall we leave the lost road
Time's getting short so follow me
A leader's task so clearly
To find a path out of the dark

Mirror Mirror on the wall
True hope lies beyond the coast
You're a damned kind can't you see
That the winds will change
Mirror Mirror on the wall
True hope lies beyond the coast
You're a damned kind can't you see
That the winds will change

Even though
The storm calmed down
The bitter end
Is just a matter of time

Shall we dare the dragon
Merciless he's poisoning our hearts
Our hearts

How shall we leave the lost road
Time's getting short so follow me
A leader's task so clearly
To find a path out of the dark


Monday, May 14, 2012

Inquisition Symphony - Sepultura

Uma banda que definitivamente fazia aqui falta, não tanto pelo seu trabalho presente (ou até passado mais recente) mas pela glória do seu passado. Uma banda que compôs hinos do death/thrash que muitos não conhecem ou pelo menos não se lembram de quando se fala de Sepultura (ou até julgariam impossível a banda fazer), principalmente desde que Andreas Kisser entrou para a banda até ao Chaos A.D..  Não que os dois álbuns finais com Max Cavalera não contenham mutias músicas que possam figurar neste blog, mas a força dessas músicas é a força da simplicidade, enquanto este tipo de músicas a que me refiro são um pouco mais complexas.

E por falar em complexidade, que tal um épico de sete minutos, instrumental que é simplesmente deslumbrante na sua estrutura, riffs e solos? Só é pena a produção ser um pouco podre, mas isto regravado com uma produção actual, sem dúvida que seria (ainda mais) uma malhão intemporal. Toda a dinâmica creepy do início, as constantes reviravoltas, mudanças no ritmo e claro, o dom de fazer o ouvinte abanar o carolo até não poder mais.

Thursday, March 8, 2012

The Clans Are Marching - Grave Digger

Há qualquer coisa na Escócia que me fascina profundamente. Não sei se são as paisagens, o ambiente histórico, as personagens, o som das gaitas-de-foles, ou tudo junto, mas é um país que o sinto como meu, embora nunca tenha estado lá. Quando ouvi esta música pela primeira vez em meados de 96, numa cassete cheia de videoclips do canal alemão de música Viva (o que a malta fazia antes para ter acesso à sua música de eleição) fiquei logo, "Woow! Que banda é esta da qual eu desconhecia por completo a sua existência?!" Obviamente que o nome Grave Digger ficou a figurar na minha extensa wanted list da altura. Assim que apanhei o álbum, Tunes Of War e me apercebi que o álbum era conceptual que contava parte da história da Escócia, fiquei com a certeza de que era um dos álbuns da minha vida. Mesmo antes de ouvir. Mas isso são outras histórias.
Voltando ao tema propriamente dito... este começa com o refrão em coro, e passa depois para a distorção, com um grande riff tenga tenga que dá mesmo gozo abanar o carolo. Quando Chris Boltendahl abre a goela parece que estamos na presença de um Gnu que ficou preso com uma pata numa armadilha de urso e desata a (tentar) cantar o hino nacional da Suazilândia, mas hey, é metal e depois de ouvir aquela voz, mesmo sabendo que pode fazer mal à saúde, não se quer outra coisa, porque esta música... esta música, meus amigos, é daquelas que nos faz erguer o punho no ar assim que a ouvimos. Estejamos onde estivermos. Até mesmo na casa de banho. Quando estamos sentados. A... coiso.

The clans are marching `gainst the law
Bagpipers play the tunes of war
Death or glory i will find
Rebellion on my mind

Rumours know that rebellion will break out
Bonnie Prince Charles is in the highlands to claim his crown no doubt
He raised his Standart at Glenfinnen calling to our pride
The Jacobites are gathering I'll be at their side

Armed and ready stand
My rights I must defend
Steel is in my hand

The clans are marching `gainst the law
Bagpipers play the tunes of war
Death or glory i will find
Rebellion on my mind

The town of Edinburgh fell soon in our hands
Defeated the English at the Battle of Prestopans

Armed and ready stand
My rights I must defend
Steel is in my hand

The clans are marching `gainst the law
Bagpipers play the tunes of war
Death or glory i will find
Rebellion on my mind

Sunday, December 25, 2011

She Is The Dark - My Dying Bride

O regresso dos My Dying Bride à sonoridade mais pesada depois de um álbum mais experimental tem como seu primeiro impacto a música She Is The Dark que não é nada mais nada menos de que uma negra ode à peste negra, flagelo das idades medievais. O ambiente é de tal forma intenso, tal como a declamação de Aaron Stainthorpe, que é impossível não se ficar arrepiado e não mergulhar de cabeça no poema que fala desta senhora negra que varreu a Europa séculos atrás. Já disse muitas vezes e vou voltar a dizer, toda a música que me faz ver imagens, que desperta a criatividade em mim, é a música que eu tenho de ouvir frequentemente. Esta é uma daquelas que desperta toda essa criatividade e as imagens são as de um filme mudo, sépia, de uma senhora Morte e uma das suas filhas, a Peste Negra. 

A cruel sleep 'cross our land
All withered and dying
As the[y] fall, the victims
They're dying a sad death
In our land, we lay down
And suffer again

A dark girl 'cross our land
Is pacing. Is preying
And with her, a fever
A marching black fever
No eyes see. No features
Just black form, suffering

You have her sympathy
You have her tears
She tries only to take
All your fears
The pain she feels
When she drinks your soul
Is hers to suffer
It is her toll
Believe me, she's helpless
When she curses our land
When she swallows light
It's not her hand

Poison awaits when you kiss her
Her heart cries out for you, for me
Untold misery is hers to serve out for eternity
Out cold. Mankind will stay forevermore if she gets her way
She can't help it. It's her curse
To sing your pain in her own verse

She is the dark
The nightmares you hide
The pain you feel
The suffering inside
Though she was like you
Through her dark past
But now, the conqueror
Her choirs vast
Oh, please forgive her
As mankind dies
As angels weep
And heaven cries

Wednesday, September 28, 2011

Snuff - Slipnkot

Slpknot foi uma das bandas mais extremas (se não a mais extrema) dentro do “movimento” nu-metal e pode-se interrogar se quanto na banda, nas suas músicas ou mensagem não era um golpe de marketing. É um debate que uns anos atrás seria capaz de gerar polémica, mas se calhar agora nem por isso. De qualquer forma, e depois de passada a moda, heis que surge uma música capaz de deitar por terra esta imagem justa ou injusta. Snuff é das mais poderosas baladas da banda menos provável de as fazer. Talvez pela força das letras conjugada na perfeição com a música em crescendo e com os arranjos e melodias – sim, melodias – que faz com que mesmo quem não goste da banda, mesmo quem deteste a banda, adore esta música. Ou pelo menos ficar completamente indiferente. A não ser que nunca tenha passado por algo parecido.
O video-clip não enquadra tão bem o espírito da música, mas de qualquer forma, está bem conseguido.

Bury all your secrets in my skin
Come away with innocence and leave me with my sins
The air around me still feels like a cage
And love is just a camouflage for what resembles rage again

So if you love me let me go
And run away before I know
My heart is just too dark to care
I can’t destroy what isn’t there

Deliver me into my fate
If I’m alone I cannot hate
I don’t deserve to have you
Ooh, my smile was taken long ago
If I can change I hope I never know

I still press your letters to my lips
And cherish them in parts of me that savor every kiss
I couldn’t face a life without your lights
But all of that was ripped apart when you refused to fight

So save your breath, I will not care
I think I made it very clear
You couldn’t hate enough to love
Is that supposed to be enough?

I only wish you weren’t my friend
Then I could hurt you in the end
I never claimed to be a saint
Ooh, my own was banished long ago
It took the death of hope to let you go

So break yourself against my stones
And spit your pity in my soul
You never needed any help
You sold me out to save yourself

And I won’t listen to your shame
You ran away, you’re all the same
Angels lie to keep control
Ooh, my love was punished long ago
If you still care don’t ever let me know
If you still care don’t ever let me know


Thursday, June 30, 2011

Real World - Queensrÿche

Mais uma balada. Eu sei, eu sei, é só baladas, mas eu sou um rapaz sentimental, o que é que eu posso fazer quanto a isso? Esta fez parte de uma grande banda sonora, O Último Grande Herói, e tem uma daquelas coisas fantásticas que é encontrar palavras para sentimentos que não se encontram palavras para os descrever. O sentimento épico e meio apocalíptico das orquestrações junto com a voz meio ácida Geoff Tate a cantar frase de desespero por estar perdido num mundo interior, longe de tudo e de todos, onde alguns tentam atingir mas ninguém consegue alcançar. Pode ser uma balada mas tem um coice de uma marrado de um boi desgovernado.

(eu disse que não se encontravam palavras para descrever)

Strange, the view from here
Words we spoke, forgotten at the time
Now replay in my mind
What went wrong, what was right
Looking back, I never was there for you
You didn't say, but I know it's true

I can't find the real world alone
Every time I think I've won
I hear your voice inside, questioning
Where have you gone
Can't you remember feeling so alone
You always had the answer that I could not see

I can't find the real world
I can't find the real world
I can't find the real world alone
I can't find the real world
I can't find the real world
I can't find the real world alone


Thursday, April 7, 2011

Staring Through The Eyes Of The Dead - Cannibal Corpse

Já era altura de se trazer um pouco de sangue e tripas para este blog e falando de sangue e tripas, claro que temos que referir Cannibal Corpse, obrigatoriamente. Praticamente fundadores de um estilo ou subgénero da música extrema, os Cannibal Corpse  e o seu imaginário doentio e sanguinário sempre foram perseguidos pelas forças de censura - os primeiros álbuns continuam até hoje a ser censurados na Alemanha - e porntanto, falar do grupo de Death Metal e comercialismo na mesma frase ou até no mesmo parágrafo, parece ser algo totalmente desprovido de sentido mas a verdade é que este Staring Through The Eyes Of The Dead é catchy e o seu riff principal fica colado no cérebro a passar de trás para diante. É Death Metal mas é uma das faixas mais emblemáticas da banda e dado o grau técnico elevado das suas composições, é uma das que recorda mais facilmente (a outra lá iremos um dia destes).

Why can't I breathe
Still I see
Dead on the table
Try to move, I'm not able to

They said I have died
I still feel alive
I won't believe their lies
I can still see through these
Eyes

Help me I'm not dead
Wake me from this hell
Tell me I'm alive
Dead

Knives cutting into me
Scalpels rip me
Screaming into deaf ears
Now they stop and see my tears

Help me I'm not dead
Wake me from this hell
Tell me I'm alive
Dead

I can't stop the visions
Stop the premonitions

My soul can't escape
The boundary of my flesh
My heart does not beat
My spirit does not rest

They said I have died
I still feel alive
I won't believe their lies
I can still see through these
Eyes