Friday, January 16, 2009

Black - Pearl Jam

Um monumento do rock pesado viu a luz do dia em 1991. O álbum Ten abalou por completo o panorama rock, juntando-se a Nevermind dos Nirvana (curiosamente Kurt Cobain acusou o grupo de serem uns vendidos, junto com alguma imprensa especializada, e afirmou que Ten não era um verdadeiro álbum alternativo devido aos seus inúmeros leads de guitarra.) A massiva exposição dos singles na rádio fez com que a banda, com o seu primeiro álbum, obtivesse sucesso à escala mundial. Black era uma das escolhas óbvias da editora para single mas a banda recusou em absoluto. Jeff Ament, baixista, disse que preferia que dez anos mais tarde preferia que a banda fosse lembrada pelas suas músicas e não pelos seus vídeos. Nascia aqui a aversão da banda às ferramentas comerciais que fazem parte do negócio da música.
Esta música, uma ode ao desgosto amoroso, consegue transmitir emoção de uma forma que poucas conseguem. De uma forma visceral, crua, sincera, apaixonada. Humana. Faz-me sentido por me ter acompanhado em certos momentos da minha vida (não é difícil adivinhar quais) e que ainda me acompanha. Ainda faz sentido e irá fazer sentido sempre porque é muito fácil nos identificarmos com os sentimentos que não conseguimos forjar. Um futuro não vivido que é destroçado por uma separação destroçada e as duas últimas frases têm a força de um murro no estômago, aliada à que Vedder ocasionalmente acrescenta ao vivo: "We belong together... forever...".
Pois é... murro no estômago.

Hey...oooh...
Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did.
All five horizons revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn
Ooh, and all I taught her was everything
Ooh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything...

I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear
Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I'm spinning, oh, I'm spinning
How quick the sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything?
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I'll be...yeah...

Uh huh...uh huh...ooh...
I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a sun
In somebody else's sky, but why
Why, why can't it be, why can't it be mine


Saturday, August 16, 2008

The Voice Of The Soul - Death

Death foi uma das bandas pioneiras do movimento Death Metal e sempre apontada como muitos como a responsável pela própria criação do sub-estilo da música pesada, embora Chuck Schuldiner , o criador da banda, sempre tenha recusado essa distinção para si próprio. alegando que ela pertencia à clássica demo de 1984 dos Possessed intitulada simplesmente de Death Metal. Essa demo também foi a razão da mudança do nome da banda de Mantas para Death nesse mesmo ano. Partindo de um primeiro álbum carregado de ambiente gore - o nome diz tudo, Scream Bloody Gore - depressa Chuck sentiu-se limitado por aquilo que era suposto ter de ser feito por uma banda de Death Metal. Os próximos álbuns são cada vez mais levados ao limite. Ao limite de Chuck em termos de escrita de música e de técnica como guitarrista assim como das suas muitas line-ups, sempre em constantes alterações. E conforme é criada uma aura de tirano mimado insuportável pela má relação que tinha com a imprensa especializada e a problemas com alguns ex-membros, o único interesse que tinha era levar a música cada vez mais longe e demarcar-se totalmente do estilo Death Metal. Sempre que alguém se referia a ele como o Padrinho do Death Metal, a resposta dele invariavelmente seria, " É só Metal, porra!".
Grande parte da má relação que obteve com a imprensa foi pela sua honestidade brutal e pela maneira apaixonada que via, sentia e sobretudo sentia a música. Num mundo, como todos os outros, que se baseia muito em compadrios, lamber cús e imagem, Chuck nunca se importou por isso. As suas respostas a rumores que eram lançados eram quase sempre silenciosas, optando por se dedicar à música. Não havia um aspecto visual em Death, além das capas dos álbuns. Ele apenas se interessava pela música. Poucos dias atrás vi uma declaração de Pat O'Brien, ex-guitarrista de Nevermore e actual de Cannibal Corpse, onde ele contou a experiência de ter ido em tour - na altura ainda estava nos Nevermore - com Death e da maneira como ele se concentrava unicamente na música, tendo chegado a tocar de sandálias em concertos. Não é imagem, não é aquilo que as pessoas pensam de ti. É a música.
E esta atitude é uma inspiração, não só no campo da música mas no campo da vida. Não esquecer o que é realmente importante para cada um de nós e vivê-lo com paixão. Vivê-lo, verdadeiramente.
Poderia usar esta minha escolha simplesmente como homenagem a um grande músico mas acima de tudo a um grande ser humano que ousou viver por aquilo que acreditava e a ser sincero consigo e consequentemente, com todos os outros, num mundo e num meio em que isso é quase tido como ofensa.
É algo mais que isso. É a essência dele. É a nossa essência. Minha e daqueles que sei que estão um pouco por todo o lado. E é possível que esta música não toque aos outros como me toca a mim, por ela me ter acompanhado em muitos momentos do meu crescimento como apreciador de música e até pseudo-músico, como ser humano, racional e irracional capaz de sentir. Também não é esse o objectivo da minha escolha. Esta é a música que define o espírito de todos os que vivem pelas suas paixões e que vivem o que são, duas coisas inseparáveis. Ou pelo menos, assim deveria ser.
Esta música é instrumental porque a voz da alma não fala por palavras.



Charles "Chuck" Schuldiner
13 de Maio, 1967 - 13 de Dezembro, 2001




Monday, August 4, 2008

Don't Worry, Be Happy - Bobby McFerrin

Se há musica que eu posso dizer que associo a mim, é esta música. Foi e é o meu lema mais querido, desde a minha infância. Bobby McFerrin é um artista incrível. Um artista vocal, pois muitas das suas musicas não contém instrumentos para além da voz e quando os têm, a voz continua a ser o instrumento principal. Dotado de uma capacidade de fazer sorrir qualquer pessoa quando se ouve Bobby McFerrin, o facto de eu passar a minha infância a cantar “Don’t worry, be happy” marcou-me ao olhos de muita gente como uma pessoa de bons humores, o que eu digo que é totalmente falso. *risos* Resta apenas dizer, sobre mim, que posso não ser de bons humores mas “Here, have my number, when you worry, you call me and I make you happy” é algo que se pode facilmente associar a mim.

A vida pode correr-nos muito mal, mas enquanto soubermos sorrir, pelo menos não pesa tanto.

Sou velha o suficiente para me lembrar desta musica no seu nascimento. “Don’t worry, be happy” atingiu o número 1 nos USA em 1988 e ganhou o prémio de Canção do Ano e as honras de Record of the Year. Simple Pleasures é o nome do álbum, que tanta fama trouxe a este particular artista, brincalhão com a voz, totalmente dotado de uma capacidade incrível de vocalizar em várias escalas o que nós poderíamos pensar impossível.

Nota: Bobby McFerrin é um maestro conceituado para além de vocalista à lá cappela.

Deixo-vos sem mais demoras para que saboreem a alegria da musica tal e qual como eu a conheço.
Com sorriso.

Don’t worry, be happy.



Don't Worry, Be Happy
From the Movie "Cocktail"
Performed by Bobby McFerrin

Here is a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't worry be happy
In every life we have some trouble
When you worry you make it double
Don't worry, be happy......

Ain't got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don't worry, be happy
The land lord say your rent is late
He may have to litigate
Don't worry, be happy
Look at me I am happy
Don't worry, be happy
Here I give you my phone number
When you worry call me
I make you happy
Don't worry, be happy
Ain't got no cash, ain't got no style
Ain't got not girl to make you smile
But don't worry be happy
Cause when you worry
Your face will frown
And that will bring everybody down
So don't worry, be happy (now).....

There is this little song I wrote
I hope you learn it note for note
Like good little children
Don't worry, be happy
Listen to what I say
In your life expect some trouble
But when you worry
You make it double
Don't worry, be happy......
Don't worry don't do it, be happy
Put a smile on your face
Don't bring everybody down like this
Don't worry, it will soon past
Whatever it is
Don't worry, be happy

Friday, July 4, 2008

Stairway To Heaven - Led Zeppelin

Uma das minhas características mais irritáveis é a de querer guardar para o fim o melhor. Em várias vertentes da minha vida isso levou-me a muitos dissabores. Alguns que me custaram muito a ultrapassar. Felizmente é algo que tento superar conscientemente. Esta posta é o exemplo perfeito disso. Devido ao meu outro blog de críticas, o álbum The Soundtrack From The Film The Song Remains The Same tem andado em alta rotação no meu leitor de cds e nele seria impossível não destacar uma das músicas de sempre: Starway To Heaven. Como grande apreciador de Power-Ballads, nada mais justo por aqui talvez a primeira da história da música pesada. A melancolia patente na música e o crescendo dessa mesma melancolia, acrescentando emotividade e poder à música fazem com que o solo se torne ainda mais inesquecível. Uma das músicas sinónimo de Hard Rock. Pode não se conhecer Led Zeppelin, pode-se nem sequer gostar de rock, mas esta música, aqueles acordes iniciais, de certeza que todos conhecem. E por incrível que pareça, nunca teve um single lançado nos Estados Unidos. A editora, Atlantic Records, pressionou o grupo para lançarem o single, mas o manager do grupo, Peter Grant, recusou-se activamente e forçou a editora a financiar o álbum, vulgarmente conhecido como IV, apesar de não ter qualquer nome. Claro que o álbum vendeu que nem ginjas já que era a única maneira de ter a música, num mercado há muito dominado por singles. Uma decisão para lá de inteligente.
Rodeada de mistério, devido principalmente às suas letras e à posterior conotação satânica, talvez ajudada pela paixão e fascínio de Jimmy Page pelo oculto e principalmente por Aleister Crowley - que bem analisado a fundo, tinha tanto de satânico como Fernando Pessoa. O que é certo é que pessoal que não tem mais nada que fazer, resolveu por a andar para trás a música e afirma de que a música está cheia de mensagens satânicas encriptadas. Claro que a banda, já dissolvida após a morte prematura do seu lendário baterista, John Bonham, nega tudo e considera ridícula toda a polémica. Segundo Robert Plant, a letra fala acerca de uma mulher que caminha para o sucesso sem apreciar muito e sem sequer o merecer. É no fundo uma música de redenção e de esperança nessa mesma redenção, que ela é possível para todos. Aliás é assim que Planta a apresenta no álbum ao vivo The Soundtrack From The Film The Song Remains The Same:

"This is a song of hope"

A música foi composta na velha mansão de Page que já pertenceu a Crowley, uma mansão cheia de histórias de fantasmas e de um ambiente propício à inspiração. A introdução surgiu praticamente intacta a Page e Plant começa a criar as melodias vocais. Segundo ele, assim que pegou numa caneta e papel, a caneta praticamente voou sozinha. Page confirma e diz que 90% das letras foram escritas naquele momento, naquele local.
De qualquer maneira não se pode negar que tocada de trás para a frente um discurso surge quase claro e acreditando que a banda não o fez propositadamente - como o produtor e engenheiro de som Eddie Kramer referiu, não faz sentido a banda perder a quantidade de tempo necessária para tentar passar uma mensagem específica tocada de frente para trás - é uma coincidência incrível. E não passa disso. De qulaquer maneira a clareza das palavras quando se mete a tocar ao contrário: "Pl-a-a-a-a-a-y backward. Hear words sung." Isto é logo no início, mas a mais badalada e usada pelos fanáticos religiosos é a seguinte passagem

If there's a bustle in your hedgerow
Don't be alarmed now
It's just a spring clean for the May Queen

Yes there are two paths you can go by
but in the long run
There's still time to change the road you're on

Que ouvida de trás para a frente ouve-se como

Oh here's to my sweet Satan.
The one whose little path would make me sad, whose power is Satan.
He will give those with him 666.
There was a little toolshed where he made us suffer, sad Satan.

Curiosidades à parte, esta é uma grande música, um hino épico que viria marcar para sempre a face da música pesada.

There's a lady who's sure all that glitters is gold
And she's buying a stairway to heaven
And when she gets there she knows if the stores are closed
With a word she can get what she came for

Woe oh oh oh oh oh
And she's buying a stairway to heaven

There's a sign on the wall but she wants to be sure
And you know sometimes words have two meanings
In a tree by the brook there's a songbird who sings
Sometimes all of our thoughts are misgiven

Woe oh oh oh oh oh
And she's buying a stairway to heaven

There's a feeling I get when I look to the west
And my spirit is crying for leaving
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking

Woe oh oh oh oh oh
And she's buying a stairway to heaven

And it's whispered that soon, if we all call the tune
Then the piper will lead us to reason
And a new day will dawn for those who stand long
And the forest will echo with laughter

And it makes me wonder

If there's a bustle in your hedgerow
Don't be alarmed now
It's just a spring clean for the May Queen

Yes there are two paths you can go by
but in the long run
There's still time to change the road you're on

Your head is humming and it won't go in case you don't know
The piper's calling you to join him
Dear lady can't you hear the wind blow and did you know
Your stairway lies on the whispering wind

And as we wind on down the road
Our shadows taller than our soul
There walks a lady we all know
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold
And if you listen very hard
The tune will come to you at last
When all are one and one is all
To be a rock and not to roll
Woe oh oh oh oh oh
And she's buying a stairway to heaven

There's a lady who's sure all that glitters is gold
And she's buying a stairway to heaven
And when she gets there she knows if the stores are closed
With a word she can get what she came for

And she's buying a stairway to heaven, uh uh uh.


Saturday, June 28, 2008

Scarborough Fair - Medieval

Um dos meus grandes amores é a música medieval. O som indescritível de outros tempos. Eu ouvir Scarborough fair pela primeira vez era mesmo muito nova, ao som de uma harpa, num disco de vinil de Natal. Mas as duas versões mais conhecidas nos tempos actuais terão de ser a de Simon and Garfunkel, que apareceu no álbum Parsley, sage, rosemary and thyme, 1966 e a da Sarah Brigthman, em 2000, La luna. A minha versão favorita ainda continua a ser a que não leva qualquer voz, apesar das músicas originais serem uma balada de um jovem que pede à sua antiga namorada tarefas impossível para ela realizar. Nos tempos antigos, era cantada em dueto, muitas vezes, com a antiga namorada a pedir tarefas impossíveis ao seu ex-amante, e com a realização de ambas as tarefas, voltariam um para o outro. Versões falam que a letra tinha conotações políticas, outras versões históricas falam que deriva de uma história de fantasia em que um elfo ameaça roubar uma jovem humana e esta arranja-lhe uma serie de tarefas impossíveis de realizar. Pessoalmente, prefiro a segunda versão, de 1670, dos elfos. *risos*

Scarbourgh Fair é uma canção triste, com acordes lindíssimos, que quando ouvidos numa versão instrumental nos fazem simplesmente sonhar. Enquanto escrevo estas linhas, tenho em mente a versão do Richie Blackmore, no seu álbum a solo, Blackmore’s Kingdom, onde as flautas tomam o lugar da voz feminina, e entristecem uma canção tão bela até ao ponto do sonho.

Em termos históricos, para os mais curiosos, houve uma feira de Scarborough, realizada durante 45 dias, de uma duração longuíssima para uma feira, mesmo naqueles tempos. Foi autorizada pelo rei Henry III de Inglaterra, a 22 de Janeiro de 1253. Terminou oficialmente em 1788.

Deixo-vos uma letra de dueto, das mais recentes e um vídeo com a bela melodia de outros séculos, apesar de adaptada… Scarborough Fair. (pus a versão da Celtic Woman por achar que se aproxima muito à melodia que me habituei de pequenina a ouvir... e a sonhar...)


BOTH
Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Remember me to one who lives there,
For she/he once was a true love of mine.

MAN
Tell her to make me a cambric shirt,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Without any seam nor needlework,
And then she'll be a true love of mine.

Tell her to wash it in yonder dry well,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Which never sprung water nor rain ever fell,
And then she'll be a true love of mine.

Tell her to dry it on yonder thorn,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Which never bore blossom since Adam was born,
And then she'll be a true love of mine.

Ask her to do me this courtesy,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
And ask for a like favour from me,
And then she'll be a true love of mine.

BOTH
Have you been to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Remember me from one who lives there,
For she/he once was a true love of mine.

WOMAN
Ask him to find me an acre of land,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Between the salt water and the sea-strand,
For then he'll be a true love of mine.

Ask him to plough it with a lamb's horn,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
And sow it all over with one peppercorn,
For then he'll be a true love of mine.

Ask him to reap it with a sickle of leather,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
And gather it up with a rope made of heather,
For then he'll be a true love of mine.

When he has done and finished his work,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Ask him to come for his cambric shirt,
For then he'll be a true love of mine.

BOTH
If you say that you can't, then I shall reply,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
Oh, Let me know that at least you will try,
Or you'll never be a true love of mine.

Love imposes impossible tasks,
Parsley, sage, rosemary and thyme,
But none more than any heart would ask,
I must know you're a true love of mine.

Scarborough Fair
Are you goin to scarborough fair? parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me to one who lives there, she once was a true love of mine

Tell her to make me a cambric shirt, parsley, sage, rosemary and thyme
Without no seams nor needlework, then shell be a true love of mine

Tell her to find me an acre of land, parsley, sage, rosemary and thyme
Between the salt water and the sea strand, then shell be a true love of mine

Tell her to reap it in a sickle of leather, parsley, sage, rosemary and thyme
And to gather it all in a bunch of heather, then shell be a true love of mine

Are you goin to scarborough fair? parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me to one who lives there, she once was a true love of mine

Tuesday, June 10, 2008

Peruvian Skies - Dream Theater

Esta é uma das minhas canções fetiche deste grupo e de sempre. Daquelas que tem um profundo e enraizado significado para mim, não propriamente pelo significado literal da letras mas sim pelo que me faz sentir, pelas emoções básicas que transmite e pela sua intensidade. Peruvian Skies conta a história de uma jovem rapariga que vive no meio de um conturbado ambiente familiar. As letras escritas pelo guitarrista John Petrucci, surgiram quando uma família peruana foi viver para o apartamento acima do seu e as discussões eram constantes de tal forma que acabou por marcar e fomentar a criatividade de JP que escreveu as letras do seu ponto de vista, de um simples voyeur que é invadido por estas cenas de violência que não o deixam ficar indiferente. Apenas num verso se pega no ponto de vista da anónima vítima dos abusos, apelidada de Vanessa. A música amplifica as emoções por mil e aquele solo do Petrucci está sem dúvida no meu top 5 dos arrepios, a arrepiar-me desde 98 (chiça, já passaram 10 anos). A versão que me marcou mais foi a de que disponibilizo aqui, retirado do VHS/DVD, 5 Years In A Lifetime e do duplo ao vivo, Once In A Live Time, onde eles encaixam, perfeitamente, diga-se, dois trechos de música, sendo a primeira a Have A Cigar dos Pink Floyd e no final a Enter Sadman dos Metallica. Encontrei também outro vídeo, da tour do Octovarium, julgo eu, onde fizeram também o mesmo, desta vez com a Wish You Were Here dos Floyd e com a Wherever I May Roam dos Tallica. Agora com licença, vou ouvir aquele solo mais uma vez.

There, there it is
I swear he's gonna murder that poor kid
Wait, I hear it again
Don't turn on the lights until we
Hear the way it ends

Under Peruvian skies
Vanessa regretfully waits
The story unfolds in her eyes
Where midnight hysteria's
No big surprise
Battered and bruised
Always confusing
The love that she's losing for hate
Poor Vanessa
Poor, poor Vanessa

Hey, I hope you know
I'm taking all of this with me when I go
Shame, you're not to blame
I'm the monster you created
In your daddy's name

Terror by night
Liar by day
Telling her secrets
Won't take them away

Under Peruvian skies
Vanessa regretfully waits
The story unfolds in her eyes
Where midnight hysteria's
No big surprise
Battered and bruised
Always confusing
The love that she's losing for hate





Sunday, June 1, 2008

Gerdundula - Status Quo

Eu adoro esta musica. É uma bela maneira de começar uma review é dizer: eu adoro esta musica. Gerundula foi uma musica que me acompanhou a infância. Status Quo foi o nome que ficou apenas por causa da musica. Ao fim de não sei eu quantos anos, cruzei-me com ela outra vez, naquelas compilações de anos 80 e re-lembrei as noites passadas a dançar ao som dos tambores e da guitarra, tudo muito numa onda que me lembra os hippies. Mas de certa maneira é uma musica que liberta. Dá vontade de levantar, dançar, deixar tudo para trás. Faz-me pensar em saias compridas, amor e paz. E amor, curiosamente, é o que fala a musica, "The one love left behind". A grande verdade que encerra a musica é que procurar o amor é a mesma coisa que procurar uma gota de água no oceano. Está cheio delas... mas não encontramos aquela que queremos até vermos todas as outras.
Status Quo, banda formada em 1962, toca até hoje. Gerdundula apareceu no album de 1971, Dog of Two Heads. A musica convida-nos a conheçer mais da banda, e é o que faço qualquer dia destes... Quando conseguir desligar Gerdundula da minha cabeça.
Não há muito mais a dizer, apenas deixar-vos com o som encantador de Status Quo... e Gerdundula. :)

Gerdundula - Status Quo
( manston / james )

Love it seems I just can’t find
Love it seems I just can’t find
Seems that I’m the one love
The one love left behind

I’ve searched it just won’t come my way
I’ve searched it just won’t come my way
It’s love that I want now
So what more can I say

Women seem to pass me by
Women seem to pass me by
If I could find the reason
I’d know the answer why

Love it seems I just can’t find
Love it seems I just can’t find
Seems that I’m the one love
The one love left behind