Tuesday, August 17, 2010

The Immortal - Arch Enemy

Estava a pensar numa música bruta para colocar aqui e pensei em Carcass, pela sua recente visita a Portugal, no festival de Vagos. No entanto, os deuses do Metal disseram-me que o mundo dos blogs não está pronto para Carcass - não me disseram o porquê e eu estou cansado, por isso também não perguntei. E a tentar dar a volta à situação, lembrei-me dos Arch Enemy, que a primeira vez que ouvi me fez lembrar Carcass (da fase Heartwork), e o culpado disso será Michael Amott, guitarrista dos dois grupos - os Arch Enemy foram fundados depois de Amott sair dos Carcass, por ele e pelo seu irmão sete anos mais novo, Christopher Amott e pode-se dizer que a rudeza do death metal sueco aliada à melodia extrema de uns Iron Maiden, fizeram o casamento perfeito, perdendo um pouco o impacto social que as letras de Carcass estavam a ter, mas ganhando uma nova dimensão na música. O terceiro álbum da banda, Burning Bridges, foi realmente o álbum que fez a banda explodire o sucesso era inevitável. Ouvindo esta The Immortal, não se estranha Foi mesmo a primeira música que ouvi do grupo e foi amor à primeira vista, seja pelo ritmo, pela produção, até pela voz de cão raivoso de Johan Liiva. Mas foram os solos que me deixaram mesmo de cabelos arrepiados, lembro-me que na altura devo ter ouvido aquela secção umas vinte vezess - é por estas e por outras que os walkmans ia com o carvalho.
Uma grande faixa, ideal para abanar o carolo e claro, para o air guitar. O mundo não tem suficiente tempo de air guitar. Estamos aqui para mudar isso.

This liquid vision of euphoria
Living a life on borrowed time
Paying the price of immortality
Desperately avoiding our fate
Lead me through the halls of tortured souls
Alone, forlorn…human dignity dethroned
Forevermore – A life never ending
Time stands still as the immortals keep on breeding

Chorus:
The future is locked within us
All we need is the key
Crying at the fountain of youth
Eternal life is killing me

Triumphant in chariots they ride
On this arena of the undead
Another lap of honour for the…
Vacant galleries
Lead me through the halls of tortured souls
Alone, forlorn…human dignity dethroned
Forevermore – A life never ending
Time stands still as the immortals keep on breeding


Saturday, July 3, 2010

Watching Over Me - Iced Earth

I'm a sucker for ballads. É um facto inegável e já aqui comprovado diversas vezes. Foi graças a elas que comecei a ouvir o som sagrado e há um grande número delas que me marcaram. O impacto que elas têm sobre mim varia de dia para dia, mas hoje é um dia bom para falar de baladas. As baladas normalmente tentam apelar ao sentimento, seja por ser necessário ter um single a vender como sardinha assada em noite de colete encarnado para por o pão em cima da mesa ou seja porque ela faz sentido e tem que sair cá para fora. Este acho que pertence, sem dúvida, ao último grupo. Uma música sentida, escrita por Jon Schaffer, líder e alma dos Iced Earth, em homenagem a um amigo de infância que faleceu num acidente. A emoção sente-se e toma-se como se fosse nossa, por já o termos sentido com pessoas que amámos e que infelizmente partiram. Uma grande música que me emociona sempre que a ouço.

I had a friend many years ago
One tragic night he died
The saddest time of my life
For weeks and weeks i cried
Through the anger and through the tears
I've felt his spirit through the years
I'd swear, He's watching me
Guiding me through hard times

I feel it once again
It's overwhelming me
His spirits like the wind
The angel guarding me
Oh, I know, oh, I know
He's watching over me
Oh, I know, oh, I know
He's watching over me

We shared dreams like all best friends
Blood brothers at the age of ten
We lived reckless, he paid the price
But why? Why did he have to die?
It still hurts me to this day
Am I selfish for feeling this way?
I know he's an angel now
Together we'll be someday

I feel it once again
It's overwhelming me
His spirits like the wind
The angel guarding me
Oh, I know, oh, I know
He's watching over me
Oh, I know, oh, I know
He's watching over me


Thursday, May 27, 2010

Full Moon Madness - Moonspell

A maior banda portuguesa de metal tinha que estar aqui representada mais cedo ou mais tarde. Tal como em muitas das bandas das quais já falei aqui, esta música foi escolhida não por ser a que tem mais importância para mim mas por ser uma delas. E tem que se começar por algum lado.
Tendo em mente a base de seguidores que fez deles o que eles eram na altura (e o que são hoje) do lançamento do álbum Irreligious, Full Moon Madness é uma homenagem sincera a esses fãs e tem por isso um feeling especial, seja por ter partes em português, seja pelo sentido das mesmas. Uma atmosfera épica mas ao mesmo tempo com o seu toque sentimental, mas sempre de uma forma macho. É engraçado que esta música é a última do álbum e que no seguinte grande parte dessa base de seguidores viria a perder o seu interesse na banda, devido às suas experimentações mais electrónicas mas isso já é outra história.
É uma música que quer queira quer não me traz imagens, não de fantasia mas de memórias minhas, do Verão de 1996, ano em que foi lançado o álbum, e que tem esse poder hoje em dia cada vez que a tocam, é um hino da banda, com o intuito planeado de o ser e em dois álbuns conseguem dois hinos gigantes e épicos - Alma Mater no Wolfheart - coisa difícil de se conseguir atingir. E claro, o solo de Ricardo Amorim. Em termos técnicos não é a coisa mais assombrosa do mundo, mas tem um feeling desgraçado.
Uma grande música para ouvir de preferência ao ar livre, durante uma noite qualquer de Verão.


Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens
E o tornarão a ser

They awake for flesh
Choose pain as a path
Refuse a light
To blind you and me

Full Moon Madness,
We are as one and congregate
Full Moon Madness
We rise again to procreate

Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens e o tornarão a ser
Ou talvez memórias de homens.
Que insistem em não rasgar a pele
Homens que procuram ser lobos
Mas que jamais o tornarão a ser...

They awake for flesh
Choose pain as a path
Refuse a light
To blind you and me

Full Moon Madness,
We are as one and congregate
Full Moon Madness
We rise again to procreate to seal our fate

Irreverence was cast out from the sky
And eternity lost it's sex forever
And under the same heaven they voted to emptiness
They still celebrate under a Full Moon Madness...

They awake for flesh
Choose pain as a path
Refuse a light to blind you and me

Irreverence was cast out from the sky
And eternity lost it's sex forever
And under the same heaven they voted to emptiness
We still celebrate under a Full Moon Madness...


Thursday, April 22, 2010

O Fortuna - Carl Orff

Esta música, ou tema, da ópera Carmina Burana pertence à cultura contempôranea e, porque não, popular das últimas décadas. Embora tenha sido composta originalmente nos anos 30, foi nas últimas décadas do século vinte que a popularidade da canção disparou graças a inclusão em inúmeros filmes e anúncios. Quem não se lembra de Excalibur ou do anúncio da Old Spice? Em termos da música, a sua pompa épica e grandiosa fazem com que o seja impossível não ficar na memória. Inúmeras bandas já utilizaram samples da música (Ozzy Osbourne usava-a como introdução nos seus espectáculos, por exemplo) e outras tantas coverizaram-na (Therion no álbum Deggial, para citar outro exemplo).
O Fortuna é um poema que faz parte de um conjunto de textos/poemas intitulado Carmina Burana que foram escritos, calcula-se, em meados do século XIII, em latim informal, chamemos-lhe assim. Carl Orff pegou em 24 destes poemas e musicou-os, usando O Fortuna, uma declamação à Fortuna, deusa romana da sorte, como início e fim da peça. Tenho a felicidade de possuir esta obra e apesar de ser grandiosa no seu todo, não há comparação com o seu início e fim. Uma das músicas, sem dúvida, da minha vida.

Latim

O Fortuna
velut luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis;
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem,
egestatem,
potestatem
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis,
rota tu volubilis,
status malus,
vana salus
semper dissolubilis,
obumbrata
et velata
mihi quoque niteris;
nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
mihi nunc contraria,
est affectus
et defectus
semper in angaria.
Hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite;
quod per sortem
sternit fortem,
mecum omnes plangite!


Português

Ó Fortuna
és como a Lua
mutável,
sempre aumentas
e diminuis;
a detestável vida
ora oprime
e ora cura
para brincar com a mente;
a miséria,
o poder,
ela os funde como gelo.

Sorte imensa
e vazia,
tu – roda volúvel –
és má,
vã é a felicidade
sempre dissolúvel,
nebulosa
e velada
também a mim contagias;
agora por brincadeira
o dorso nu
entrego à tua perversidade.

A sorte na saúde
e virtude
agora me é contrária.

e tira
mantendo sempre escravizado.
nesta hora
sem demora
tange a corda vibrante;
porque a sorte
abate o forte,
chorais todos comigo!


Wednesday, March 10, 2010

Transylvania - Iron Maiden

Os instrumentais foram uma das grandes razões por eu ficar completamente vedrado na música pesada. A musicalidade, o peso, o entusiasmo, o virtuosismo, tudo isso me chamou a atenção para o estilo e sempre que uma banda tinha um instrumental, eu simplesmente tinha de o arranjar. Lembro-me de fazer compilações de instrumentais, de Maiden, Metallica, Anthrax, Manowar, Megadeth, Running Wild e afins. Não sei exactamente o porquê, mas sempre me transmitiu uma magia que por vezes as palavras ou voz não conseguiam. Esta, contida no primeiro álbum dos Iron Maiden, é uma das grandes músicas instrumentais do heavy metal. Impossível não se contagiar.


Tuesday, February 2, 2010

To Mega Therion - Therion

Seria inevitável. Por muito que tente adiar as músicas mais óbvias, é certo que elas começam a aparecer mais cedo ou mais tarde. E também, porquê estar a guardar o melhor para o fim quando o fim pode ser a qualquer momento?
Já tinha um fascínio por Therion devido à música Black, que aparecia na compilação Death... Is Just The Beginning Part III - como já referi na crítica que fiz a esta compilação no meu sítio secreto - mas quando ouvi este To Mega Therion na compilação Beauty In Darkness, fiquei completamente... WOW!
O extremismo dos Therion do início da década de 90 já estava aqui completamente diluído e a única coisa que temos desses tempos é a voz de rafeiro de Christofer Jonhsson, em menores quantidades claro. Por outro lado, a vertente mais tradicional começa a tornar-se mais constante, com uma profunda raiz neo-clássica - a lembrar as experiências de Ritchie Blackmore - muito graças à interacção entre as guitarras, piano, orquestração e coros. Massivo e revolucionário. Isto numa altura em que não era moda gravar com orquestras e lançar álbuns/espectáculos com muito marketing por trás mas infelizmente, em alguns casos, pouco contéudo musical relevante. Therion ou Christofer - já que ele é o único membro fundador e sem dúvida a alma da banda - lançou o álbum Theli de onde foi retirado este clássico numa altura em que considerava acabar com tudo devido aos fracos resultados de vendas. Por casmurrice e por acreditar naquilo que gosta, decidiu gravar o álbum preparado para depois se "reformar", não tendo feito qualquer plano posterior. To Mega Therion arrebentou, o álbum também - que vendeu como gingas, e ele viu-se obrigado a arranjar uma banda à última da hora para levar o álbum em tour. Esta música é o exemplo máximo deste álbum:
Melodia, peso e sobretudo um espírito metal neo-clássico muito bem vincado e conseguido. Com alguns clichês musicais mas é essa simplicidade e eficiência que faz com que esta música fique gravada na história do metal.
Um dos poucos casos em que a letra não tem importância nenhuma para mim, não que sejam interessantes - das poucas bandas que tem sempre o mesmo (com alguns ajustes ao longo do caminho, claro) tema nas suas letras, o ocultismo presente nas tradições mais antigas das culturas conhecidas.
Ah, e ao vivo esta música... arrasa!!

Powers of Thagirion
Watch the Great Beast to be
For To Mega Therion
The Draconian melody
The Dragon open the eye
And reveal both truth and lie
Spiritual supremacy

Ride the Beast of ecstasy
Spiritual supremacy
Ride the Beast of ecstasy

Ialbaophs creative spark
Manifests the utmost dark
Ialbaophs creative spark

Meaning of the letter Theth
Hide the force of Baphomet
Meaning of the letter Theth

The wound of Baal will be healed
When sign of time is unsealed
The wound of Baal will be healed

The world will burn by Soraths flame
And through the solar sign proclaim

Ascending fiend of the sea
Will fulfill prophecy
Man will feel the wrath of Beast
When fenris wolf is released
The Dragon open the eye
Reveal both truth and lie
Spiritual supremacy

The end of revelation
A soulful violation
The end of revelation

Bear the mark of victory
And the spear of destiny
Bear the mark of victory

Powers of Thagirion
For To Mega Therion
Powers of Thagirion

Watch the Great Beast to be
The Draconian melody
Watch the Great Beast to be

The world will burn by Soraths flame
And through the solar sign proclaim

Powers of Thagirion
Is the Great Beast to be
The To Mega Therion

Powers of Thagirion
For To Mega Therion
Powers of Thagirion

Watch the Great Beast to be
The Draconian melody
Watch the Great Beast to be

Meaning of the letter Theth
Hide the force of Baphomet
Meaning of the letter Theth

The wound of Baal will be healed
When sign of time is unsealed
The wound of Baal will be healed

The world will burn by Soraths flame
And through the solar sign proclaim


Friday, December 25, 2009

No One Knows - Queens Of The Stone Age

O riff inicial (e principal) diz tudo, uma música fantástica e viciante que nos deixa agarrados do início ao fim, sem dúvida, responsável pelo grande sucesso que foi Songs From The Deaf, álbum onde se insere este No One Knows. O facto de ter a participação de Dave Grohl na bateria já é um luxo, mas considerando que Nick Olivieri (baixo) e Josh Homme (guitarra e voz), fizeram parte dos lendários Kyuss, banda que enquanto andou por cá ninguém ligou peva mas que depois de acabarem tornaram-se de culto dentro do meio Stoner. Curiosamente, o riff principal já tinha aparecido antes nas Desert Sessions de Homme. O videoclip é uma alucinação completa, ou não tivesse sido ele parcialmente dirigido por Michael Gondry, sem dúvida o mais creativo e desafiante realizador de videoclips, que eu já tive oportunidade de falar dele aqui. Ele está dividido em duas partes, a primeira a banda a tocar e a segunda conta a história em como depois de atropelar um veado quando andavam a passear de jipe, o mesmo veado acaba por os dominar a todos e levá-los como troféu para a sua cabana.
O groove e, mais uma vez, a simplicidade contagiante, faz desta música que quando a ouvimos, é impossível ficar indiferente. E é curioso como uma música de 2002, cedo ganhou tantas versões. A minha preferida é, de longe, dos Mesa, uma versão acústica que gravaram há coisa de 5 anos para a Antena 3, onde a melodia da voz sobressai ainda mais.

We get some rules to follow
That and this
These and those
No one knows

We get these pills to swallow
How they stick
In your throat
Tastes like gold

Oh, what you do to me
No one knows

And I realize you're mine
Indeed a fool of mine
And I realize you're mine
Indeed a fool of mine
Ahh

I journey through the desert
Of the mind
With no hope
I found low

I drift along the ocean
Dead lifeboats in the sun
And come undone

Pleasently caving in
I come undone

And I realize you're mine
Indeed a fool of mine
And I realize you're mine
Indeed a fool and mine
Ahhh

Heaven smiles above me
What a gift there below
But no one knows

A gift that you give to me
No one knows